sábado, 3 de janeiro de 2009

É ruim ser professor no Brasil? Comente.


Professor, se pudesse, você mudaria de profissão? Apesar de atuarem em uma rede de ensino considerada valorizada, 34,6% (um em cada três) dos professores das escolas privadas da cidade de São Paulo afirmam que mudariam de profissão se pudessem.


O percentual refere-se ao total do sistema privado, do infantil ao superior. No ensino fundamental, o percentual chega a 44,7% (quase a metade).


O dado está presente em pesquisa feita pelo Sinpro-SP (sindicato dos professores da rede particular da capital paulista), com 379 docentes da rede (cerca de 1% do total). A amostra foi construída para representar estatisticamente todo o sistema particular da cidade.


É ruim ser professor no Brasil? Você mudaria de profissão? Comente.

Por que as nuvens de chuva são escuras?


Há nuvens que são brancas como algodão. Ao avistá-las no céu, ninguém se preocupa em pegar o guarda-chuva. Já as nuvens que nos avisam que devemos sair prevenidos são escuras. Mas por que será que elas têm essa característica? As nuvens de tempestade são escuras simplesmente porque a luz solar não consegue atravessá-las. Chamadas de cúmulo-nimbo, elas atingem até 15 quilômetros de altura, têm, formando a sua parte inferior, um círculo com dez a 20 quilômetros de diâmetro e ficam a mais ou menos mil metros do chão. A luz solar, quando bate em nuvens desse tipo, acaba sendo refletida, em grande parte, de volta para o espaço. Quem promove essa reflexão da luz são as pedrinhas de gelo e as gotas de água que formam as nuvens cúmulo-nimbo. É verdade que uma parte da luz até passa para as camadas mais internas dessas nuvens. Só que, como a nuvem é muito espessa, a luz vai se extinguindo, se extinguindo e... Fica escuro na base delas, ou seja, na sua parte inferior, que é o que avistamos da superfície da Terra. As nuvens brancas são mais finas do que as nuvens de tempestade. Por isso é que elas não são escuras. Sabemos que a luz se espalha por todas as direções na medida em que penetra na nuvem, que também é formada por gotas d’água e por gelo. Só que, como as nuvens brancas não são tão espessas, menos luz é perdida no caminho, sobrando mais para emergir na base da nuvem. Por isso as vemos clarinhas.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

A arte Rupestre.




Uma das primeiras formas que o ser humano encontrou para deixar seus vestígios foi a pintura. A arte rupestre consistiu na maneira utilizada para se ilustrar sonhos e cenas do cotidiano. Símbolos da vida, da morte, de céu e da terra foram encontrados nas paredes cálidas das cavernas.A aguda sensibilidade do homem (sentimento de suma importância para o desenvolvimento da arquitetura e escultura), levou-o a pintar. Muitos dizem que os antigos pintavam por fome, teorias mais recentes asseguram que o faziam por uma "predeterminação sexual". É sabido que a tela primordial em que nossos parentes longínquos plasmaram suas idéias pictórica foi a rocha pura. As cores deviam ser aplicadas com aglutinantes para assegurar a aderência. Das cavernas francocantrábicas (Altamira, Lascaux - imagem a esquerda) às levantinas (Cogul) resulta uma evidente transição técnico-estilística: do realismo estático ao dinâmico, primeiro, e depois à uma acentuada estilização. A temática é comum: animais e cenas de caça e dança, as primeiras; homens e cenas várias, as segundas. Um grande acervo de arte rupestre na América Latina é La Cueva de Las Manos, na Argentina. Nesta caverna encontram-se centenas de gravações de mãos além de ricas gravuras multicoloridas. Já no Brasil, temos a Serra da Capivara, no Piauí. Lá os primeiros habitantes das Américas trataram de deixar seus vestígios na rocha. É uma verdadeira galeria de arte rupestre que se confunde com a beleza natural das cavernas locais. Observando a pintura, podemos notar cenas que ilustram a vida pré-histórica, caçadas, ritos religiosos, sexo, enfim...

2009 - Ano de debate sobre a Educação Nacional.


Em 2009, todos setores da educação básica e da superior e da pós-graduação públicas e particulares do país estarão mobilizados na preparação da 1ª Conferência Nacional de Educação (Conae). O tema central será Construindo um Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação.
O encontro, que começou a ser organizado pelo Ministério da Educação em 2008, tem uma agenda de trabalho para os 12 meses de 2009. No primeiro semestre, as conferências preparatórias ocorrerão nos municípios; no segundo semestre, nos 26 estados e no Distrito Federal. A conferência nacional será realizada de 23 a 27 de abril de 2010, em Brasília.
A Conae, segundo o coordenador da comissão organizadora e secretário-executivo adjunto do MEC, Francisco das Chagas, é um espaço democrático, aberto pelo Poder Público, para que todos os cidadãos possam participar do desenvolvimento da educação nacional. A fim de assegurar essa abrangência, a comissão organizadora prevê a participação ampla de estudantes, professores, servidores de escolas e universidades e agentes públicos da sociedade civil e do Ministério Público.
Nas conferências municipais e estaduais serão eleitos os dois mil delegados que participarão da Conferência Nacional. Participarão, também, cerca de 400 convidados, entre representantes das áreas sociais do governo, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, das confederações patronais e sindicais e do Ministério Público dos estados.

Reforma na escrita portuguesa.

O Brasil começa a adotar o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa hoje, no 1º de janeiro de 2009, em um período de transição que vai até 2012. A BBC Brasil preparou uma série de perguntas e respostas para esclarecer as questões políticas e diplomáticas relacionadas à reforma. Quais são as razões por trás do Acordo Ortográfico? Segundo o Ministério da Educação brasileiro, o objetivo do acordo é "unificar a ortografia da língua portuguesa que, atualmente, é o único idioma do ocidente que tem duas grafias oficiais - a do Brasil e a de Portugal". A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) afirma que a dupla grafia limita a dinâmica do idioma e dificulta a difusão cultural, a divulgação de informações e as relações comerciais entre os países de língua portuguesa. No plano internacional, a falta de unidade na grafia limitaria a capacidade de afirmação do idioma, já que torna necessárias traduções diferentes para o Brasil e para Portugal, e dificultaria o estabelecimento do português como um dos idiomas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU). Que países fazem parte do acordo? Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo, mas apenas o Brasil criou um cronograma de implementação das novas regras. Nos demais países, ainda não há data certa para a entrada em vigor do acordo. Moçambique, Angola, Guiné-Bissau e Timor Leste - os outros países que têm o português como língua oficial - ainda não aprovaram o documento. No entanto, em julho de 2008, os chefes de governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), reunidos em Lisboa, manifestaram "o seu regozijo pela futura entrada em vigor do Acordo Ortográfico, reiterando o compromisso de todos os Estados membros no estabelecimento de mecanismos de cooperação, com vista a partilhar metodologias para a sua aplicação prática". Como a reforma pode entrar em vigor se não foi ratificada por todos os países de língua portuguesa? O Acordo Ortográfico original, aprovado em Lisboa, no dia 12 de Outubro de 1990, previa que as mudanças entrariam em vigor no dia 1º de Janeiro de 1994, quando todos os países envolvidos já deveriam ter ratificado a reforma. Como até a data limite apenas Brasil, Portugal e Cabo Verde haviam ratificado as mudanças, a reforma não entrou em vigor. O acordo passou então por protocolos modificativos. O primeiro, de 1998, retirou o prazo para ratificação, mas manteve a necessidade de aprovação por todos os países de língua portuguesa. O segundo, assinado em 2004, previa que a reforma entraria em vigor com a ratificação por apenas três dos Estados signatários. Foram eles Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, fazendo com que a reforma fosse oficializada no dia 1º de Janeiro de 2007. Mas a aprovação do acordo em Portugal era considerada fundamental para que se avançasse na implementação das mudanças. Depois de vários adiamentos e polêmicas, Portugal ratificou então, no dia 16 de maio de 2008, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Quantas palavras serão afetadas pelo Acordo Ortográfico? Segundo o MEC, a unificação da ortografia acarretará alterações na forma escrita em 1,6% do vocabulário usado em Portugal e 0,5%, no Brasil, e as diferenças ortográficas existentes entre o português do Brasil e o de Portugal serão resolvidas em 98%. Quais foram os critérios utilizados para desenvolver as normas ortográficas? Segundo o próprio acordo, o esforço de unificação da grafia foi feito segundo um critério fonético, ou seja, a grafia das palavras foi modificada de forma a aproximá-las à forma falada. Um exemplo disso é a abolição das consoantes mudas no português de Portugal, como nas palavras acção, adopção e óptima. O que é o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp)? É o documento que deverá oficializar a grafia padrão nos 8 países de língua portuguesa e servir de base para os novos dicionários. A Academia Brasileira de Letras prevê que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa esteja pronto em Fevereiro de 2009.