domingo, 20 de junho de 2010

Haikai - Carlucio O. Bicudo




"Semeando corações"


Borboletas...
Semeiam corações
De amor e paixões.

Autor: Carlucio O.Bicudo - registro 22825 - livro 2A

Haikai - Carlucio O. Bicudo




"Mar de ideias"

Meus Pensamentos...
Navegam entre palavras
Num mar de ideias.


Autor: Carlucio O. Bicudo - Registro 37241 Livro 2A


sábado, 5 de junho de 2010

História "O Saci-pererê" - Autor: Carlúcio Bicudo - registro 35475 - livro 32 A

O Saci-Pererê
(Autor: Carlucio Oliveira Bicudo. Registro nº: 35475, Livro 32 A - Texto que está no livro Antologia Contos de outono)



Tudo começou quanto uma simpática vovó de nome Zelir, para tentar acalmar os seus dois netinhos Anthony e Gabriel que são muito levados, decide contar a história do negrinho saci-pererê.
_ Meninos fiquem quietos, que a vovó vai contar uma história para vocês.
Os meninos se acomodaram no sofá, para ouvir a sua avó contar a história.
E assim ela começa:
Era uma vez... Lá no meio da mata, tinha um grande bambuzal, onde costuma ficar o sacizeiro.
_ O que é sacizeiro vovó? Perguntou o Gabriel.
_ Sacizeiro é onde os sacis nascem e ficam por lá até completar 7 anos. Depois eles saem pela mata para fazer traquinagem com as pessoas que entram na mata ou que vivem próximas a ela.
Ai a vovó Zelir, continuou a contar a história.
_ O saci é um negrinho, de uma perna só, que tem um gorro vermelho na cabeça e usa um cachimbo e que adora fazer bagunça, deixar as pessoas doidas de raivas.
Os meninos logo começaram a rir, e perguntaram:
_ Mas vovó, como eram as maldades feitas pelo saci?
_ Meus queridos netinhos, ele não tem dó. São brincadeiras atrás de brincadeiras. A vovó respirou fundo e continuou.
_ Conta à lenda que uma vez, três caçadores, entraram na mata para caçar animais para vender na feira da cidade.
_ Eles já haviam caçado, vários animais, como: pacas, cutias, tatus, tamanduás, macacos e outros animais. Logo o saci-pererê ficou sabendo. E não gostou nada. E disse:
_Vou dar uma lição nestes cabras safados.
Anthony logo gritou:
_ Isso mesmo saci, acabe com estes caçadores malvados.
Vovó Zelir pediu para ele ficar em silêncio e continuou a contar a história.
_ O saci saiu no meio de um rodamoinho de areia, para encontrar os caçadores. Ao encontrá-los, ele ficou a espreitar a forma de como ele iria fazer para castigar os caçadores.
Pensou!...Pensou!
Neste momento os caçadores estavam descansando os cavalos e preparando o almoço.
Então, o saci tirou o seu gorro, e imediatamente ficou invisível, e foi dar nós na crina dos cavalos sem que os caçadores pudessem vê-lo. Mas os cavalos começaram a ficar agitados, eles olharam para os animais e nada viam. Só ouviam uns piados estranhos, que parecia ser de uma ave que vinha de várias direções, mas acabaram não se importando.
Neste momento a vovó Zelir para e explica outra lenda sobre o saci.
_Queridos netinhos, conta à lenda ainda que o saci tem a capacidade de se transformar numa ave chamada de Mati-taperê e que seus olhos são vermelhos como o fogo e que o seu canto possui diversos tipos de timbre, fazendo com que as pessoas que a ouçam percam o rumo, sem achar o caminho de volta.
Anthony, logo perguntou a sua avó:
_ Vovó é por isso que os caçadores ouviram os estranhos piados?
Ela respondeu.
_ Sim. Era o saci que tinha se transformado no Mati-taperê e estava tentando deixar os caçadores desorientados.
E os dois meninos gritaram:
_ Que legal!
Vovó Zelir, então começou a contar novamente.
_O saci pegou sal e colocou no bule do café, misturou açúcar no feijão e encheu de terra a carne que eles haviam preparado para comer.
Assim que eles começaram a comer, um ficou jogando a culpa no outro.
_ Não sabe a diferença de açúcar para sal?
_ Claro que sei, pior foi você que não limpou a carne e fez ela cheia de terra.
Gabriel e Anthony começaram a dar gargalhadas. Cá...Cá...
E a vovó Zeli, continua contanto.
_ O saci-pererê morrendo de gargalhar, pegou galhos com espinhos, levantou a sela dos cavalos bem devagarzinho os colocou embaixo. Depois, colocou novamente o seu gorro vermelho e apareceu para um dos caçadores que estava no canto fumando e disse:
_ Seu moço! Enche o pito pra mim?
O caçador arregalou os olhos e tentou gritar, mas o grito não saia.
Ele meio sem jeito e com muito medo pegou o fumo de rolo e colocou um pouco no cachimbo do saci.
O saci tratou logo de gritar, todo bravo.
_ Acenda logo. Tá demorando muito. E começou a gargalhar muito alto.
Nesta hora os outros companheiros viram que o saci estava fazendo com o seu companheiro e correram todos em direção aos cavalos.
Eles nem bem sentaram e os cavalos saíram dando pinotes, por causa dos espinhos.
O saci gargalhava, até que os homens saíram correndo da mata, sem levar os animais que eles haviam caçado.
Então, o saci soltou todos os animais capturados. E os caçadores nunca mais foram vistos na região.


Fim

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Antologia "Contos de Outono"




O meu conto Saci-Pererê está entre diversos outros contos na Antologia "Contos de outono" Que será lançado no mês que vem pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores.
Espero que alguns de vocês possam ler o texto e aguardo sugestões.
Um grande abraço a todos.

Carlucio Oliveira Bicudo

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Pintura a óleo - Artista transforma imagens 3D em 2D





A artista americana Alexa Meade desenvolveu uma técnica curiosa para transformar pessoas e objetos em cenas de pinturas a óleo.

Meade, de 23 anos, fotografa seus objetos após pintá-los com uma técnica que transforma a percepção de objetos tridimensionais para bidimensionais.

O resultado é semelhante a uma pintura a óleo sobre a tela, com apenas alguns detalhes que ‘entregam’ que a figura existe de verdade.

Sem treinamento artístico formal, Alexa diz que sua formação como cientista política ajudou-a na concepção de suas obras.

Para ela, sua técnica “embaralha a divisão entre ilusão e realidade” e mostra que “ver não é necessariamente acreditar”.

A artista explica que suas obras criam uma interpretação artística do sujeito diretamente sobre o próprio sujeito.

As obras de Alexa serão exibidas a partir desta sexta-feira e até o dia 8 de maio em uma exposição na galeria Postmasters, em Nova York.

O trabalho da artista também pode ser visto na página pessoal dela – http://www.alexameade.com/.

Obs: Vale a pena conferir todos os trabalhos e saber mais sobre está incrivel artista.