terça-feira, 9 de novembro de 2010

Julio Paraty - Grande artista naif Paratiense.








Julio Paraty documenta a vida ingênua do caiçara.
Julio César de Jesus Freire assina Julio Paraty e é o principal representante da arte naif de Paraty. Sua obra retrata o dia a dia dos pescadores e seus hábitos. O laço de fita das mocinhas e as bandeiras coloridas de papel são detalhes deste modo de vida trazido com os portugueses dos Açores ainda no século 16, antigos costumes ainda mantidos. O único artista paratiense a ser catalogado por Walmir Ayala em seu Dicionário de Pintores Brasileiros começou a pintar em 1965, quando tinha 12 anos de idade. As cores o atraiam e as primeiras que conheceu foram as da maquiagem de sua mãe, que experimentava em pedaços de papelão de caixas de sapato.

José Kleber, famoso poeta paratiense, foi quem deu a ele as primeiras tintas e pincéis. Abel de Oliveira que, nos anos 60, além de um restaurante também abriu uma galeria de arte, apostou no garoto, permitindo que ele deixasse sua produção ali para vender.Na época, Paraty recebia pintores e artistas que procuravam inspiração e vida boêmia na cidade, como Portinari, Takaoka e muitos outros. Mas foi através do traço de Djanira que Julio se reconheceu. “Minha missão como artista foi se definindo, entrando em foco quando conheci o trabalho dela”, diz Julio.

Com 18 anos foi a São Paulo levando um Santo Antonio que Portinari havia rabiscado no guardanapo do Restaurante do Abel, quem mais uma vez lhe incentivou: “Vai e leva isso aqui para qualquer eventualidade.” Julio não queria estudar e com a venda do Portinari comprou material. Ficou produzindo por três meses, e pelas mãos de Vera Fontoura, antiga freqüentadora de Paraty, realizou sua primeira exposição em São Paulo, na antiga Galeria Chafariz, na Rua Gabriel Monteiro da Silva.

Depois de dois anos, realizou outra exposição patrocinada pela Mercedes Bens, no Restaurante Viela, na Rua Amaury. Mais tarde voltou para Paraty e abriu uma loja no centro histórico que só fechou depois de 15 anos. Ali ele lançou moda na cidade, trazendo todas as novidades das confecções. Sua mistura de cores e o trabalho minucioso de estampar a tela com miúdos riscos de tinta levaram seu trabalho para diversos países da Europa. Conheceu Paris e Madrid. “Pelas minhas contas já passei dos três mil quadros em guache sobre papel e acrílico sobre tela”, assume o pintor, que decidiu estabelecer seu ateliê em sua casa em Paraty. “Não gosto de rotina. Tem época que não faço nada, depois recupero o tempo trabalhando em 10 a 15 quadros simultaneamente”, declara Julio.

Exemplares de sua obra podem ser vistos nas paredes da Pousada do Sândi, do Z Café, ambos no centro histórico, e do Restaurante Eilahô, na Ilha do Catimbau. São vendidos a preços que variam entre R$ 350 e R$ 12 mil. Planos para o futuro são conhecer a Itália e se mudar para seu sítio na serra de Cunha.


O texto é da Jornalista Lia Capovilla
Fotos de Lia Capovilla e Mara Vieira.
Fonte:
http://www.paraty.com/index.php?option=com_content&task=view&id=875&Itemid=132

sábado, 6 de novembro de 2010

Monteiro Lobato - O grande escritor infantil Brasileiro.



José Bento Renato Monteiro Lobato (Taubaté, 18 de abril de 1882São Paulo, 4 de julho de 1948) foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel ("Contos da Carochinha") da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças, que entre as mais famosas destaca-se Reinações de Narizinho (1931), Caçadas de Pedrinho (1933) e O Picapau Amarelo (1939).

Fonte: Wikipédia.

Creio - Texto de Gilberto Scarton. ( Escritor e crítico literário)




Creio

CREIO que a função principal da escola é a de desenvolver ao máximo a competência da leitura e da escrita em seus alunos.
CREIO na leitura, porque ler é conhecer - o que aumenta consideravelmente o leque de entendimento, de opção e de decisão das pessoas em geral.
CREIO na leitura como uma reação ao texto, levando o leitor a concordar e a discordar, a decidir sobre a veracidade ou a distorção dos fatos, desmantelando estratégias verbais e fazendo a crítica dos discursos - atitudes essenciais ao estado de vigilância e lucidez de qualquer cidadão.
CREIO na escrita como instrumento de luta pessoal e social, com que o cidadão adquire um novo conceito de ação na sociedade.
CREIO que, quando as pessoas não sabem ler e escrever adequadamente, surgem homens decididos a LER e ESCREVER por elas e para elas.
CREIO que nossas possibilidades de progresso são determinadas e limitadas por nossa competência em leitura e escrita.
CREIO, por isso, que a linguagem constitui a ponte ou o arame farpado mais poderoso para dar passagem ou bloquear o acesso ao poder.
CREIO que o homem é um ser de linguagem, um animal semiológico, com capacidade inata para aprender e dominar sistemas de comunicação.
CREIO, assim, que a linguagem é um DOM, mas um DOM de TODOS, pois o poder de linguagem é apanágio da espécie humana.
CREIO que o educando pode crescer, desenvolver-se e firmar-se lingüisticamente, liberando seus poderes de linguagem, através da simples exposição a bons textos.
CREIO, por isso, em M. Quintana, que afirmou: "Aprendi a escrever lendo, da mesma forma que se aprende a falar ouvindo, naturalmente."
CREIO, pois, no aluno que se ensina, no aluno como um auto/mestre, num processo de auto-ensino.
CREIO que o ato de escrever é, primeiro e antes de tudo, fruto do desejo de nos multiplicarmos, de nos transcendermos, e mesmo de nos imortalizarmos através de nossas palavras.
CREIO, juntamente com quem escreveu aos coríntios, que a um o Espírito dá a palavra de sabedoria; a outro, a palavra de ciência segundo o mesmo Espírito; a outro, o mesmo Espírito dá a fé; a outro, ainda, o único e mesmo Espírito concede o dom das curas; a outro o poder de fazer milagres; a outro, a profecia; a outro, ainda, o dom de as interpretar.
CREIO que a ti te foi dado o poder da PALAVRA.
CREIO, por isso, na tua paixão pela palavra. Para anunciar esperanças. Para denunciar injustiças. Para in(en)formar o mundo com a-vida-toda-linguagem.
PORTANTO, vem! Levanta tua voz em meio às desfigurações da existência, da sociedade: tu tens a palavra. A tua palavra. Tua voz. E tua vez.


Gilberto Scarton


Fonte: Guia de Produção Textual (PUCRS).

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Artista Plástico. (Profissão)




Eu pintando no meu atelier.


O que faz

Trabalha criando obras de arte (quadros, esculturas, objetos de cerâmica, instalações artísticas).

Características profissionais importantes (aptidões, habilidades e competências)

Criatividade, domínio das técnicas de criação artística (pintura e escultura), interesse por formas e cores, habilidade motora e sensorial.

Mercado de Trabalho

Galerias de arte, empresas de restauração artística, museus, cursos de arte, escritórios de assessoria artística, criação própria de obras de arte para a venda, organização de exposições, empresas de design de produtos, agências de propaganda e marketing. escolas de ensino fundamental e médio.

Especializações

O artista plástico poderá complementar seu currículo com cursos na área de design de objetos, ensino de arte, arte e marketing, museologia, restauração de obras de arte, história da arte, etc.

O mestre da arte surrealista. (Salvador Dalí)








Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em 11 de maio de 1904, na cidade espanhola de Figueres (Catalunha). Foi um dos mais importantes

artistas plásticos (pintor e escultor) surrealistas da Espanha.

Vida do artista, fases e estilo

Desde a infância, Dalí demonstrou interesse pelas artes plásticas. No ano de 1921, entrou para a Escola de Belas Artes de São Fernando, localizada na cidade de Madri. Porém, em 1926, foi expul

so desta instituição, pois afirmava que ninguém era suficientemente competente para o avaliar.

Nesta fase da vida, conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, tais como: Luis Bruñel, Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca.

Em 1929, viajou para Paris e conheceu Pablo Picasso, artista que muito influenciou a produção artística de Dalí. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento artístico conhecido como surrealismo.

A década de 1930 foi um período de grande produção artística de Dali. Nesta fase, o artista representava imagens do cotidiano de uma forma inesperada e surpreendente. As cores vivas, a luminosidade e o brilho também marcaram o estilo artístico de Dali. Os trabalhos psicológicos de Freud influenciaram muito o artista neste período É desta fase uma de suas obras mais conhecidas “A persistência da Memória”, que mostra um relógio derretendo.

Em 1934, Dali casou-se com uma imigrante russa chamada Elena Ivanovna Diakonova, conhecida como Gala.

Em 1939, foi expulso do movimento surrealista por motivos políticos. Grande parte dos artistas surrealistas eram marxistas e justificaram a expulsão de Dalí, alegando que o artista era muito comercial.

Em 1942, Dali e sua esposa foram morar nos Estados Unidos, país em que permaneceu até 1948. Voltou para a Catalunha em 1949, onde viveu até o final de sua vida.

Em 1960, Dali colocou em prática um grande projeto: o Teatro-Museo Gala Salvador Dali, em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras.

Em 1982, com a morte de sua esposa Gala, Dali entrou numa fase de grande tristeza e depressão. Parou de produzir e se recusava a fazer as refeições diárias. Ficou desidratado e teve que ser alimentado por sonda. Em 1984, tentou o suicídio ao colocar fogo em seu quarto. Passou a receber o cuidado e atenção de seus amigos.

Dali morreu na cidade de Figueres, em 23 de janeiro de 1989, de pneumonia e parada cardíaca.

Principais obras de Salvador Dalí:

1922 - Cabaret Scene e Night Walking Dreams
1925 - Large Harlequin and Small Bottle of Rum
1926 - Basket of Bread e Girl from Figueres
1927 - Composition With Three Figures e Than Blood
1929 - O Grande Masturbador
1929 - Os Primeiros Dias da Primavera
1931 - A Persistência da Memória
1931 - A Velhice de Guilherme Tell
1932 - O Espectro do Sex Appeal,
1932 - O Nascimento dos Desejos Líquidos
1932 - Pão-antropomorfo catalão
1933 - Gala Com Duas Costeletas de Carneiro em Equilíbrio Sobre o Seu Ombro
1936 - Canibalismo de Outono
1936 - Construção Mole com Feijões Cozidos
1938 - España 1938
1937 - Metamorfose de Narciso
... e outros...