segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Crônica - Passeio na praia (Autor: Carlúcio Bicudo - registro 337631 - livro 4 A)




“Passeio na praia”
(Autor: Carlúcio Bicudo − registro 337631 − livro 4 A)

É época de verão!
Está na hora de arrumarmos as malas, aprontarmos as crianças, fazer aquela vistoria básica no carro e partir rumo ao litoral.
− Querida, já arrumou as malas?
− Tudo pronto. Mas vou dar mais uma olhada, para ver se não esqueci nada. Sempre acabamos esquecendo algo.
− Só não podemos esquecer as crianças. − disse o marido. Rsrs. Se bem que uma lua-de-mel sem as crianças iria cair bem.
− Nem brinque com uma coisa destas.
− É né papai, o senhor, está querendo se livrar da gente?
− Não, que isso filho... Só pensei uma besteirinha.
O caçulinha logo pensou:
“Será que para o papai, somos apenas uma besteirinha?”
− Meninos, peguem as suas mochilas e coloquem no porta-malas. − disse a mãe.
Gabriel, logo perguntou:
− Pai, posso levar a minha bicicleta?
− Isso, vai atrasar a nossa partida. − gritou Anthony.
O pai pegou a bicicleta e amarrou-a, bem firme no bagageiro.
− Pronto! Parece que agora podemos partir.
Todos se acomodaram no carro e saíram.
No meio do caminho, só se ouvia, era banda de forró.
O som já estava irritando os meninos. Marilda nem se fala.
− Pedro, você não tem outro CD, sem ser de forró aqui no carro?
− Por que, não estão gostando?
Todos foram unânimes em dizer:
− Naaãooooooo!!
− Vocês não disseram nada. Achei que todos estivessem gostando.
Logo, tratei de trocar o CD.
Enfim... Chegamos...
Estacionei o carro em frente à nossa casa de veraneio.
Os meninos, logo queriam ir direto para a praia. Nem desfizemos todas as malas.
Afinal! É verão! Praia, cerveja, picolé, camarão no espeto, água de coco e outras porcarias a mais... Há... Há... Há...
Nem bem a minha esposa havia estendido a toalha para deitar... Aproximou um cachorro, que não sei de onde surgiu, e mijou sobre ela.
− Desgraçado!! Veja só Pedro, o cachorro mijou na minha toalha.
− É? E o que você sugere que eu faça?
− Mate-o!
− Tá louca? − Assim a Sociedade de proteção dos animais, acaba me processando.
− E eu com isso! Você que é culpado! Aliás, para que servem os Advogados? Deveria ter vigiado.
− Só faltava essa! Eu ser culpado, pelo cachorro ter mijado na sua toalha. Tá bom!!! Pode falar a vontade... Vou ali ao quiosque, comprar uma cerveja.
− Aproveite e traga refri para as crianças. − disse a minha esposa.
Ao voltar, percebo uma grande agitação em torno de minha esposa...
Cheguei agitado...
− O que está acontecendo aqui?
− Essa mulher foi golpeada na cabeça por uma bola de frescobol. E está desacordada.
− Marilda, Marilda!!
Eu gritava, chamando-a e ao mesmo tempo, despejava a minha preciosa cerveja sobre o teu rosto.
Logo, seus olhos começaram a abrir e me perguntou:
− O que foi que me atropelou?
− Ora!! Você não foi atropelada. Você foi atingida por uma bola de frescobol.
− Estou zonza!
− Vou chamar os meninos e iremos embora. Amanhã, é outro dia e viremos mais cedo.
− Não quero ir embora agora... Só foi um pequeno acidente.
− Você é quem sabe... Agora, vou ter que comprar outra cerveja.
− Mas você não tinha ido justamente comprar a sua cerveja...
− Sim, mas quando retornei você estava desmaiada. Aí, derramei-a no teu rosto, para que pudesse voltar a si.
− Vá, compre a sua cerveja e traga uns espetinhos de camarão.
Lá fui eu novamente ao quiosque... Comprei a cerveja e três espetinhos de camarão.
Os meninos vieram correndo ao meu encontro e cada um, tratou de pegar o seu.
− Marilda, este é seu... Os outros os meninos pegaram.
− Acho melhor voltarmos para a casa. Está armando um temporal.
− Bobagem, isso é só chuva de verão.
− Papai, papai! − gritava em desespero o Gabriel.
− O que foi menino?
− Estou sentindo uma dor na barriga.
− Chi!!! Lá vem bomba.
− Eu também estou sentindo dor na barriga. − gritou o Anthony.
− Marilda... Acho melhor irmos embora... Não estou gostando nada disso...
− Ai... Ai... Tá doendo muito. − diziam os meninos.
Marilda, indignada... Levantou-se! Sacudiu a areia da toalha e recolheu alguns pertences.
− Vamos embora! Hoje, já me aconteceu de tudo.
Não aguentei e comecei a rir.
− Tá rindo de quê?
− Do nosso belo dia na praia! − eu disse.
Ao retornarmos para o carro, minha esposa, acabou pisando no cocô de cachorro.
− Marilda, você acabou de pisar no cocô de cachorro. Você não percebeu?
− Hã?! − disse ela espantada. Que merda é essa?
− Não aguentei e ri de novo. É merda mesmo!! Rsrs...

3 comentários:

Nádia Dantas disse...

Excelente crônica, Carlucio. Ri muito com esse "tranquilo" passeio na praia.
Abraço

Giovana Damaceno disse...

Férias, férias, férias...! Para curti-las é preciso vestir a armadura, porque, ao contrário do que inocentemente imaginamos, viagem é sempre uma aventura. E que aventura!

EDI DE BARROS disse...

MAS COMO PODE SER TÃO AUTENTICO ASSIM AMIGO?...RSRSRS...MUIIIIITO BOM.
NÃO TEM COMO Ñ RIR DE UMA SITUAÇÃO DESSA,MAS CASO ACONTEÇA CONOSCO, QUE DÁ UMA BAITA RAIVA ,AAAAAAH ISSO DÁ..
RSRRS...PARABENS CARLUCIO!!